May 25, 2007

. : TERTULIA GP PORTO - CIRCUITO DA BOAVISTA



. : A cerca de um mês e meio do GP do Porto – Circuito da Boavista 2007, o promotor do evento, Francisco Santos, foi moderador de uma interessante tertúlia entre vários pilotos do norte – especialmente dos ralis passados, no belissímo Café Majestic.

Por entre os vários turistas, que equipados com as democráticas câmaras digitais iam recolhendo as imagens que este local “art-déco” proporciona, podiam-se ver condutores e navegadores “vintage” tais como Jorge Ortigão, Fernando Batista, José Manuel Cunha, Edgar Fortes, Joaquim Moutinho, Manuel Spratley, Rufino Fontes, Ferreira da Silva ou Rafael Cid entre outros, enquanto Fernando Peres era o “elo mais novo” deste team.

Este piloto começou por dizer que tem uma viatura clássica para correr no próximo Circuito da Boavista, mas que ainda não decidiu se o vai fazer, pois; “corro há muitos anos sozinho na estrada, não sei se estou preparado para o voltar a fazer com mais carros à minha volta...”

E depois de algumas “picardias” entre Fernando Batista e Francisco Santos acerca do último circuito da Invicta, todos foram unânimes no orgulho que sentiram e nos parabéns que deram ao promotor e aos organizadores – Câmara Municipal do Porto, na pessoa de Rui Rio e seus colaboradores.

Os pilotos continuavam animados e surgiam histórias de todos os lados. Recordava Manuel Spratley “... a certa altura dizia o Mascarenhas, eu corro como o Fangio! Ele entra nas curvas à Fangio e eu também. Ele sai das curvas à Fangio, eu saio à Fernando Mascarenhas...”

Ou então lembrava Cudell “há muitos, muitos anos, em Guimarães disputava-se uma rampa, a rampa da Penha. E a cronometragem era muito simples. Cá em baixo na partida o responsável largava um foguete e quando ele estourasse no ar, arrancava o carro. E lá em cima o cronometrista ligava o relógio!!! Depois era só desligar quando o carro passasse por ele na chegada! Simples.” Risos em toda a assistência.

Os turistas sempre a entrar e a sair e alguns pelo meio “sorry, whas is this?” e nós lá explicávamos que era um encontro de velhos pilotos a contarem histórias sobre o seu passado. Os jornalistas António Catarino e Pedro Castelo iam abordando alguns temas passados relativamente nos ralis das décadas de 60, 70 até meados de 80 enquanto os pilotos iam descrevendo situações caricatas que passavam.

Uma destas situações deliciosas contou-a Joaquim Moutinho; “Quando fiz o primeiro rali da temporada com a equipa da J. J. Gonçalves, um rali James, ia correr num Austin Maxi 1750. O meu navegador, já era o Edgar Fortes, disse-me quando estavamos a sair da Salvador Caetano – acelera um bocado para perceberes como o carro funciona, para ver as reacções, e eu digo, o carro não anda mais, já vou de gás colado. Anda lá, deixa-te de brincadeiras e acelera, dizia o Edgar. Mas eu vou de gás colado, repetia eu! E só quando ele olhou para o chão e viu o meu pé todo no fundo é que acreditou!!!”

Mais histórias como estas estão já agendadas, a próxima tertúlia está marcada para o dia 21 de Junho, agora com pilotos de velocidade; Pedro Lamy, Tiago Monteiro, Rodrigo Gallego e Nicha Cabral entre outros. Até lá!

1 comment:

Anita said...

Rui
Manda-me o teu mail para ana.ribeiro@caetsu.pt...perdi-o.
Ana Teresa.